5 de fevereiro de 2013
A vida dos grandes filósofos é feita de momentos simples (um diálogo ao estilo Scarlett/Butler, ou Darcy/Elizabeth, ou Sorel/de Rênal, ou Tolan/Plaft)
Ela: Sabes quem é que eu vi o hoje às compras no Pingo Doce?
Eu: Não.
Ela: O xxxxxxxx.
Eu: Vendem inteligência no Pingo Doce?
Ela: Porque é que estás sempre a ser tão irónico?
Eu: Raramente sou irónico.
Ela: És tão irónico que já nem dás conta.
Eu: Não dou conta?
Ela: Esses exageros misturados com ironia...
Eu: Quais exageros?
Ela: Há bocado disseste que a polícia devia ter aviado a sério 3 ou 4.
Eu: Ah, isso... gosto de ver a polícia malhar a sério, é para isso que ela serve.
Ela: Ok, era só um exemplo.
Eu: Não significam muito esses exemplos.
Ela: Está bem... olha, chiça, esqueci-me dos iogurtes.
Eu: Se quiseres vou comprar.
Ela: Deixa estar, amanhã compro.
2 de fevereiro de 2013
Contra os corações, marchar, marchar!
Agora que já se calaram com a merda do Armstrong, voltemos ao que interessa:
Começa hoje. Chris - numa de Jesus Cristo - Ashton a marcar ensaio pela Inglaterra
26 de janeiro de 2013
Ciclismo: o ensaio definitivo
Da Superioridade Moral do Valentino Rossi Sobre o Lance Armstrong
[Tratado filosófico sobre as vantagens da mota face à bicicleta]
Capt. Paddock, filósofo
Revelando mais uma vez o meu espírito contraditório, volto a referir um assunto do qual ainda ontem tinha prometido não falar. A polémica parece não abrandar: entre os que choram, os que apontam o dedo, os que têm pena e os que ficaram contentes, uma cavalgada de interpretativismos tomou conta de algumas mentes a ponto de já se falar em ética e moral, vejam só. Fui à procura do Le mal: Un Défi à la Philosophie et à la Théologie do Paul Ricoeur mas, dado o estado de desorganização que assola presentemente os meus aposentos, não me foi possível encontrar esse livro, ao qual queria retirar umas citações em francês para colocar aqui, não só para mostrar a minha erudição, como também para vos esclarecer um pouco mais acerca da rábula do Armstrong, uma vez que o Ricoeur tem umas boas malhas sobre o tema. Não encontrei o que queria, mas no meio da bagunça dei de caras com a Ética a Nicómaco do Aristóteles, onde estava um cromo do Franco Baresi a servir de marcador, entalado nas páginas da cota 1137a, e onde se pode ler o seguinte:
"τὸ δ᾽ οὐκ ἔστιν: συγγενέσθαι μὲν γὰρ τῇ τοῦ γείτονος καὶ πατάξαι τὸν πλησίον καὶ δοῦναι τῇ χειρὶ τὸ ἀργύριον ῥᾴδιον καὶ ἐπ᾽ αὐτοῖς, ἀλλὰ τὸ ὡδὶ ἔχοντας ταῦτα ποιεῖν οὔτε ῥᾴδιον οὔτ᾽ ἐπ᾽ αὐτοῖς. ὁμοίως δὲ καὶ τὸ γνῶναι τὰ δίκαια καὶ τὰ ἄδικα οὐδὲν οἴονται σοφὸν εἶναι, ὅτι περὶ ὧν οἱ νόμοι λέγουσιν οὐ χαλεπὸν συνιέναι ἀλλ᾽ οὐ ταῦτ᾽ ἐστὶ τὰ δίκαια ἀλλ᾽ ἢ κατὰ συμβεβηκός ἀλλὰ πῶς πραττόμενα καὶ πῶς νεμόμενα δίκαια, τοῦτο δὴ πλέον ἔργον ἢ τὰ ὑγιεινὰ εἰδέναι: ἐπεὶ κἀκεῖ μέλι καὶ οἶνον καὶ ἐλλέβορον καὶ καῦσιν καὶ τομὴν εἰδέναι ῥᾴδιον, ἀλλὰ πῶς δεῖ νεῖμαι πρὸς ὑγίειαν καὶ τίνι καὶ πότε, τοσοῦτον ἔργον ὅσον ἰατρὸν εἶναι."
Cuja tradução para inglês feita por mim (mentira, fiz copy/paste do texto grego) é a seguinte:
“Men think that it is in their power to act unjustly and therefore that it is easy to be just. But really this is not so. It is easy to lie with one's neighbor's wife or strike a bystander or slip some money into a man's hand, and it is in one's power to do these things or not; but to do them as a result of a certain disposition of mind is not easy, and is not in one's power.”
Opto por nem sequer comentar as palavras do grego, dada a clarividência que elas possuem, referindo antes o facto de ter que haver uma razão para um cromo do Baresi aparecer nas páginas onde se diz isto. O Baresi, cujo papel no futebol mundial foi o de baresi, e não de libero ou defesa central, como muitos ignorantes em matéria de ética e futebol dizem por aí, no meio da Ética a Nicómaco, esquecido há uma data de anos... isto sim, isto é que é uma questão ética e moral, ao contrário das parvoíces que esse Vale e Azevedo versão ciclista anda com os seus 15 assessores a distribuir pelas televisões e jornais, tentando safar-se sem ter que devolver o guito que recebeu: a única questão que importa, como já quase toda a gente percebeu.
Mas, se querem mesmo ler alguma coisa que vos inspire para que possam tomar uma posição esclarecida sobre isto, remeto-vos para o imperativo categórico do Kant ou então para o meu próprio imperativo categórico, ambos absolutamente lapidares acerca do que poderá ser uma boa conduta em matéria de desporto, de drunfos e não só.
“Age como se a máxima da tua acção se deva tornar, através da tua vontade, lei universal.”
Kant
“Entre o arroz de pato e o arroz de cabidela escolhe sempre o arroz doce”
Capt. Paddock
Kant
“Entre o arroz de pato e o arroz de cabidela escolhe sempre o arroz doce”
Capt. Paddock
A proximidade entre o meu pensamento e o do Kant é matéria já identificada por muitos estudiosos e filósofos que se têm dedicado a tentar perceber melhor a beleza das coisas simples. Kant afirmava: “Só duas coisas me causam mistério: o céu estrelado acima de mim e a lei moral que há em mim.” Eu, Capitão Paddock, em tempos afirmei: “Só duas coisas me fascinam: como fazer um ovo estrelado sem rebentar a gema e como bater em fade sem falhar o green.” Mas deixo esta questão para os especialistas; sou demasiado modesto para me comparar com o Kant. Isto está a ficar muito rebuscado dado o elevado nível dos argumentos filosóficos invocados mas tenham calma. Também fui consultar a secção de perguntas da revista Maria e encontrei lá isto:
“Aos senhores doutores da Maria, Olá, sou o Paulinho, moro na Arrentela e trabalho num hipermercado. Estou a escrever aos senhores porque eu pratico ciclismo amador nos tempos livres e outro dia vi na televisão o Armstrong com uma bicicleta igualzinha à minha e queria saber se isso faz de mim um junkie. Obrigado”
“Caro Paulo, não há nenhuma evidência científica de que isso possa acontecer. Continue a praticar a modalidade de que gosta e não se preocupe com o que os outros tomam ou deixam de tomar. Siga o seu caminho, pois só assim poderá atingir a felicidade.”
Revista Maria, Janeiro de 2013
“Caro Paulo, não há nenhuma evidência científica de que isso possa acontecer. Continue a praticar a modalidade de que gosta e não se preocupe com o que os outros tomam ou deixam de tomar. Siga o seu caminho, pois só assim poderá atingir a felicidade.”
Revista Maria, Janeiro de 2013
O que eu pretendo com este meu tratado é esclarecer o assunto de uma vez por todas, como é habitual em mim. Lanço (não é trocadilho) a seguinte questão: porquê ir de bicicleta se podemos ir de mota? A resposta a esta pergunta desfaz em pó as mais absurdas teorias que se têm produzido acerca do irrelevante Armstrong: das idiotices daquele preto estúpido que o maradona postou, às palermices dos da teoria da conspiração, vai um mundo de insanidade que só serve para desviar do essencial e que se pode traduzir no seguinte: Valentino Rossi, no seu meio de transporte com duas rodas e um guiador, chega primeiro que o Armstrong a qualquer sítio. Sim, já sei, a trotinete do Rossi tem motor. Mas o que é que isso interessa? Só os que ligam a ciclismo é que dão conta desses pormenores. Não é permitido usar motas no ciclismo? Quero lá saber. Se for em França, der na TV à tarde e tiver o Marco Chagas (saudações leoninas) a falar é porque é ciclismo, quer os gajos vão de bicicleta, de mota, ou de triciclo, como o Toulouse-Lautrec no sketch dos Monty Python. Não estão convencidos? Acham injusto uns irem de mota e outros de bicla? Pois digam lá então qual é a justiça de uns irem pastilhados e outros não. A justiça, quando é humana, é sempre subjectiva, meus amigos e minhas amigas. Justiça da outra, aquela a sério mesmo, só a de Deus. E os que não acreditam em Deus, olhem, façam o que vos parecer melhor, continuem a ler o que eu e os outros filósofos escrevemos e não pensem muito nas cenas. O Rossi chega mais depressa aos sítios do que o Armstrong. E isso é filosoficamente suficiente.
4 mil e tal quilómetros num mês? Ou é peregrino ou caixeiro-viajante
"Foi com alguma emoção que voltei á blogo, e revisitei os bolgs a que sempre regresso como se neles tivesse cometido um qualquer crime que esqueci. Este [Causa], o do alf, o do tolan e o do ZMB (ainda não me habituei ao capitão). O alf escreveu muito. Muito escreveu o tolan. Vou ler depois. Pouco o ZM, cujo texto sobre o bfachada é um hino de lapidar lucidez e contundente opinião. Tu nada. Pois é maradona, só não te mando foder porque lá terás as tuas razões para o exercício mazoquista de comunicares com palavras de outros e silenciares as tuas."
Este comentário foi publicado pelo Ex-Vincent Poursan, a 24 de Janeiro de 2013 às 20:19 na Causa Foi Modificada, no meio da lamechice armstrongueira que atacou em força os cérebros das pessoas que dão importância a corridas de bicicletas.
Como eu não ligo peva a ciclismo, há poucas probabilidades de virem a conhecer a minha opinião sobre tão irrelevante tema.
Ainda assim, não quero deixar passar sem referência o regresso aos blogs do Poursan, o não possuidor de blog em nome próprio mais famoso da blogosfera.
22 de janeiro de 2013
Eu nem sabia que havia 'blogs de moda'
Alguém devia explicar àquele etíope do FMI que um etíope, lá por usar fatos de corte inglês e óculos fashion de estilistas panascas italianos, não deixa de ser um etíope. Podem também explicar ao etíope que em Portugal as pessoas que governam – más, eu sei – ainda são eleitas e que a constituição não se muda só porque há um etíope que acha que ela não serve para aquilo que o etíope leu num artigo de 8000 caracteres publicado na Economist, enquanto esperava pelo avião. Digam também ao etíope que quem nasce para os 10000 mt. não se deve meter a fazer assalto à vara.
21 de janeiro de 2013
Olha, aqueles pretinhos de tanga com ossos espetados nos lábios são tão giros, ou como o pechisbeque folclórico da Joana Vasconcelos não passa de loja de chinês para pessoas adult-contemporary que gostam de passar por cultas em festas de aniversário
Elaborar uma teoria das coisas é a ambição natural de todo o filósofo que se preze. Mas é preciso pachorra (um conceito filosófico). E por isso as minhas consistentes teorias sobre as coisas são uma metafísica que os outros julgam desgarrada e à espera que as pontas sejam unidas. Outro galo cantará quando eu tiver tempo: aí ponham-se a pau. Toda a minha argumentação caminhará no sentido da consolidação de uma obra capaz de responder às mais simples e desconexas imanências nas quais o humano se manifesta, foda-se. O que, por outras palavras, significa que ainda um dia serei capaz de perceber o que vai na cabeça das gajas. Mas não se preocupem que eu também não; temos tempo. De seguida vou esgalhar um ensaio com alguma profundidade sobre artes plásticas que, como verão de seguida, é afinal sobre arte de plástico. Mas não coloco a conclusão à entrada, por isso têm que ler até ao fim.
Prosseguindo a análise a uma série de artistas desprovidos de talento e cujo estatuto de artista lhes foi oferecido pelo lobby dos jornalistas, comentadores e agentes, vou dissertar um pouco sobre a obra da Joana Vasconcelos, aquela sujeita que costuma aparecer vestida com as sobras dos panos que utiliza para a produção das suas peças. O primeiro gajo a perceber claramente a função do jornalismo na sociedade em que habitamos foi o Karl Kraus. E, como de costume, o primeiro a perceber é quase sempre aquele que percebe melhor: Karl Kraus foi suficientemente claro sobre o papel nefasto do jornalismo. E nem conhecia juditesdesousas e josésrodriguesdossantos, sorte a dele. Mas sobre este carrossel de exibicionismo vazio que é o jornalismo ensaiarei noutra altura.
Para a invenção de um artista não basta a força dos críticos, tem que haver qualquer coisa mais – não necessariamente talento – para que o artista se faça artista profissional, ou seja, aquele que aparece. A portugalidade, por exemplo, é uma balela à qual muitos artistas recorrem para enfeitar as suas criações, mas é gira. Fica bem e é muito bom para a caça ao subsídio. A lusofonia é outra do género e também muito gira: garante uns apoios bem jeitosos. A Joana Vasconcelos resolveu usar esse adereço da portugalidade. Pega naquelas merdas giras típicas de bilhete postal e aplica-as nas bugigangas e geringonças que vai fazendo: rendas de bilros, calçada portuguesa e outras coisas assim todas misturadas e que ficam muito giras. Dá uma perspectiva multiculturalista à coisa: assim uma espécie de visão do mundo loja gourmet do Corte Inglês: coisas giras de vários sítios, muito giro. Mesmo que já tenha sido feito antes.
Em terra de cegos quem tem um olho é rei. E em terra de ignorantes que tem uma cunha é artista. Toneladas de performance, mixed-media, instalação, vídeo-arte e outros palavrões semelhantes aí estão para o provar. Mas tudo muito giro, claro.
18 de janeiro de 2013
B fachada: a análise que se impõe
Na Taberna do Maradona, tive a oportunidade há uns tempos atrás, de dar a conhecer o meu veredicto sobre o B Fachada, como tal, o veredicto final sobre o tema. Porém, na caixa de um dos comentários do colega filósofo alf, está-se a desenrolar uma mesa-quadrada absolutamente desnecessária e isso obriga-me a voltar de novo a um tema que eu julgava encerrado. Como até estou com tempo, vamos lá esclarecer esta merda de uma vez por todas porque eu não tenho paciência para estar sempre a explicar o mesmo perante a passividade de algumas pessoas que teimam em não entender as coisas. Coloquem o capacete e contem até dez. Respirem fundo e imaginem as minhas palavras a entrar nas vossas cabeças como aqueles secadores de cabelo para as velhotas que fazem mise. Deixem-se envolver.
A música do B Fachada é pobre, não porque tenha muitos ou poucos acordes, como alguns simplórios que não entendem nada de música referem, mas porque é má. Os que confundem acordes com posições dos dedos na mão esquerda, esquecem que a hipotética simplicidade ou complexidade de uma música não passa por aí. Passa antes por outros factores que eu terei tudo o gosto em clarificar, mas apenas àqueles que entendem alguma coisa do assunto, para que possamos ter uma conversa minimamente produtiva sobre o tema. E tocar Dó maior, Lá menor, Ré maior e Sol maior não basta; saber música é um bocado mais do que isso.
O que faz com que a música do B seja efectiva, comprovada e certificadamente uma merda? Vamos aos aspectos principais, eles bastam. O timbre de voz do B oscila entre o Vasco Santana a pedir lume ao candeeiro e o António Silva a dizer para as pessoas esperarem enquanto as válvulas do rádio aquecem. A extensão vocal da voz do B nem uma oitava alcança; fica-se aí por uma quinta diminuta. Aliás, no B tudo é diminuto, à excepção da falta de vergonha na cara: essa transborda, tivesse ele um pingo dela e trataria de estar calado. Quanto à capacidade de execução, B limita-se a tocar viola, no sentido em que o corpo dele toca na viola quando lhe pega. Tocar no sentido de produzir música daquelas cordas presas a uma caixa de madeira, isso já é outra história. De harmonia nem vale a pena falar, a pouca que ali se vislumbra é banal e desinteressante. O que o B toca é o que tocam as pessoas antes de aprenderam a tocar guitarra. O ritmo é o de quem não é capaz de manter no tempo um 4/4 durante cinco compassos seguidos; deve haver mais precisão rítmica num martelo pneumático a furar betão do que nas musiquetas do B. Eu, pelo menos, prefiro ouvir um martelo pneumático do que ouvir o B. Em matéria de letras mais do mesmo: rimas infantis, métrica disparatada de quem não faz ideia do que seja escrever para cantar e prosódia medíocre. Um daqueles casos em que tudo é mau, como ilustra o pequeno vídeo citado pelo alf em que o B resolve armar em parvo com uma velhota que inteligentemente não está para o aturar e o deixa a falar/berrar/gemer sozinho. (não coloco link porque achei essa coisa da música portuguesa a gostar de si própria uma colectânea exemplificativa do que de mais indigente se faz na música em Portugal e eu não me posso esquecer que este blog é lido por crianças). Passo ao lado do pedantismo hispter da criatura. Meia dúzia de jornalistas e críticos ignorantes – todos os críticos tugas de música pop/rock, à excepção de dois, são ignorantes nas mais básicas noções do que é ser músico, compor música, tocar um instrumento, tocar ao vivo, etc. – juntaram-se para inventar o B. Cabe-nos a nós, pessoas esclarecidas e providas de bom senso, repor a verdade dos factos.
Um bom fim de semana a todos, com uma dedicatória muito especial às leitoras que costumam ter sonhos eróticos comigo.
16 de janeiro de 2013
“Beleza estética”, como diz o Freitas Lobo que sabe tanto de filosofia como de mecânica quântica
Neste post trago um presente para todos os que aguardavam ansiosamente pelo meu regresso: um tube dos Chvrches, banda escocesa recente e com um enorme potencial que não escapou aos meus ouvidos atentos.
Os paneleiros e as paneleiras que só ouvem música produzida por guitarras, esse instrumento pré-histórico que sempre que aterra no colo de braços errados, é responsável pela produção de autênticos massacres sonoros como os produzidos pelos Mumford & Sons e outros chatos do género, escusam de perder tempo a palrar as suas opiniões relativamente às quais sou totalmente indiferente. Eu, o Mark E. Smith e o Liam Gallagher – três gajos que, entre outras coisas distintas, têm em comum o facto de torcerem pelo Manchester City – tivemos oportunidade de em púlpitos distintos disponibilizar às pessoas as nossas sábias e definitivas opiniões sobre essa bandeca hipster que faz as delícias de tudo o que é intelectual de esquerda ou estudante de sociologia. Por outro lado, os meus fãs sabem que eu, em tempo oportuno, informei o mundo acerca da existência de excelentes bandas de guitarra como os Sonic Youth ou os My Bloody Valentine, por exemplo, e com isso ficarão mais tranquilos. Mas agora não tenho tempo para esclarecer melhor isto e vou deixar este tema para outra altura.
Em relação ao assunto metafísico do momento, tenho a dizer aos meus ilustres leitores que me estou a cagar para o cão que vai ser abatido e não quero saber quem é a blogger de sotaque afectado que diz que quer uma mala nova. A crise não pode ser panaceia para tudo; temos que nos manter alerta e continuar a ler e a estudar. Livros como este que eu ando a ler, por exemplo:
E não se armem em parvos, se é que me faço entender. O último gajo que se armou em parvo comigo andou com um autocolante da Penélope no carro, que eu lá fui colar à socapa e ele só deu conta 15 dias depois.
Os paneleiros e as paneleiras que só ouvem música produzida por guitarras, esse instrumento pré-histórico que sempre que aterra no colo de braços errados, é responsável pela produção de autênticos massacres sonoros como os produzidos pelos Mumford & Sons e outros chatos do género, escusam de perder tempo a palrar as suas opiniões relativamente às quais sou totalmente indiferente. Eu, o Mark E. Smith e o Liam Gallagher – três gajos que, entre outras coisas distintas, têm em comum o facto de torcerem pelo Manchester City – tivemos oportunidade de em púlpitos distintos disponibilizar às pessoas as nossas sábias e definitivas opiniões sobre essa bandeca hipster que faz as delícias de tudo o que é intelectual de esquerda ou estudante de sociologia. Por outro lado, os meus fãs sabem que eu, em tempo oportuno, informei o mundo acerca da existência de excelentes bandas de guitarra como os Sonic Youth ou os My Bloody Valentine, por exemplo, e com isso ficarão mais tranquilos. Mas agora não tenho tempo para esclarecer melhor isto e vou deixar este tema para outra altura.
Em relação ao assunto metafísico do momento, tenho a dizer aos meus ilustres leitores que me estou a cagar para o cão que vai ser abatido e não quero saber quem é a blogger de sotaque afectado que diz que quer uma mala nova. A crise não pode ser panaceia para tudo; temos que nos manter alerta e continuar a ler e a estudar. Livros como este que eu ando a ler, por exemplo:
E não se armem em parvos, se é que me faço entender. O último gajo que se armou em parvo comigo andou com um autocolante da Penélope no carro, que eu lá fui colar à socapa e ele só deu conta 15 dias depois.
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